Projeto Aurora tem como meta instalar um Centro de Atendimento à Mulher na cidade
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Nesta segunda-feira, 15 de setembro, o Projeto Aurora, que tem como meta combater a violência doméstica e familiar e fortalecer a rede protetiva da mulher no município, completou 30 dias de atuação. O projeto foi criado por meio do Poder Judiciário e do Ministério Público, juntamente com a Prefeitura de Mogi Guaçu e demais segmentos como, por exemplo, das forças de segurança do município.
Para apresentar os primeiros passos do trabalho, uma reunião foi realizada na tarde desta segunda-feira, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu (Acimg). O evento contou com a presença do prefeito Rodrigo Falsetti e do vice-prefeito, Major Marcos Tuckumantel, da juíza de direito Bruna Marchese e Silva e da promotora pública Carolina Carvalho Ferreira Alves Nassa.
A juíza da Comarca de Mogi Guaçu na Vara Criminal, Bruna Marchese e Silva, contou que a ideia do projeto surgiu em decorrência do aumento de violência contra a mulher e familiar desde a pandemia em 2020. “E lamentavelmente, Mogi Guaçu é recordista de casos na nossa região. Por isso, decidimos fazer algo para mudar essa situação”, disse.
Segundo o Judiciário, até 15 de setembro foram instaurados 500 inquéritos policiais de medidas protetivas a mulheres vítimas de violência doméstica. E deste número, 370 vítimas recebem acompanhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) por meio da Patrulha Guardiã, sendo que 107 delas utilizam o aplicativo SOS do botão do pânico.
“Por isso, idealizamos e formatamos o Projeto Aurora, que como os primeiros raios de sol da manhã depois de uma noite escura quer trazer luz para essas mulheres vítimas de violência doméstica e, consequentemente, tirar Mogi Guaçu desse triste ranking”, falou a juíza.
O prefeito Rodrigo Falsetti destacou a importância do Projeto Aurora e ressaltou a necessidade de aumentar ações de prevenção, apoio e punição aos agressores. “É preciso garantir políticas de apoio às vítimas e promover a conscientização e desconstrução de uma cultura machista por meio da socioeducação”, comentou.
CRAM
E entre as metas mais importantes do Projeto Aurora está a instalação de um Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) em Mogi Guaçu. O órgão é um serviço público que oferece apoio psicológico, social e jurídico a mulheres em situação de violência. “O Centro de Referência é uma instituição fundamental para o acolhimento e o empoderamento de mulheres que sofrem violência”, enfatizou Bruna Marchese.
A juíza explicou ainda que o projeto tem duas fases, sendo a primeira de apoio e de listagem dos serviços já oferecidos às vítimas, como os atendimentos realizados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi Guaçu, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Guarda Civil Municipal (GCM), além do Ministério Público e Poder Judiciário do Município.
“Na segunda fase, buscaremos incrementar a rede de apoio existente com a criação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher. Hoje elas são atendidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). O projeto também prevê uma equipe multidisciplinar para cuidar da mulher vítima de violência doméstica com psicólogos. É preciso combater a dependência emocional para devolver a autoestima da mulher e romper esse ciclo de violência para que ela possa ter uma nova vida”, finalizou.
Os segmentos envolvidos na atuação do Projeto Aurora são a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi Guaçu; Poder Judiciário; Ministério Público; Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu (Acimg); Serviço Social Indústria (Sesi); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Delegacia de Defesa da Mulher (DDM); Polícia Militar; e Polícia Civil.
A Prefeitura de Mogi Guaçu está representada por diversas Secretarias Municipais, como Assistência Social, Assuntos Jurídicos, Comunicação, Educação, Saúde, Segurança e Tecnologia, além da Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (FMPFM).
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As mulheres que precisarem de ajuda podem buscar apoio
pelos seguintes canais:
Ligue - 180
Disque - 100
Guarda Civil Municipal (GCM) - 153
Polícia Militar (PM) - 190
Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) - Presencial para Boletim de Ocorrência


