Mogi Guaçu

A Cidade

Mogi Guaçu situa-se no interior do Estado de São Paulo, na Região Administrativa de Campinas, Região Fisiográfica de Pirassununga – 19a. região, em parte da depressão periférica e no planalto arenítico basáltico, apresentando um relevo cortado pelo rio Mogi Guaçu e seus afluentes. O solo é pobre, formado por rochas arenosas e em certos trechos, como as encostas, formam afloramentos basálticos.

DADOS DO MUNICÍPIO
Longitude: 46 e 56 graus de Longitude Wgr.
Latitude: 22 e 21 graus de Latitude Sul.
Área do município: 812,163 Km2.
Altitude: 588m (área central da cidade).
Geologia:o município está assentado sobre Grupo Tubarão.
Clima: tipo CWO: inverno seco e verão chuvoso. Chuvas: 1.162,7mm/ano.
Ventos: permanentes (Sudoeste 25 Km/hora). Periódicos (Suleste 35 a 40 Km/hora entre agosto e outubro).
Hidrologia: Rios Mogi Guaçu, Orissanga e das Pedras.
Limites: Norte (Aguaí e Estiva Gerbi); Oeste (Pirassununga); Leste (Espírito Santo do Pinhal e Itapira) e Sul (Mogi Mirim e Conchal).
Segundo informações do censo do IBGE feito em 2010, o município possui 137.208 habitantes. No dia 09 de Abril de 2010, Mogi Guaçu comemorou 133 anos de emancipação político-administrativa.

A economia da cidade é voltada à agricultura, pecuária e atividade industrial. Agricultura: tomate, laranja, cana de açúcar, algodão e outras modalidades.

Indústrias: metalurgia, celulose e papel, alimentos e cerâmica. O tomate "de mesa ou estaqueado", cultivado no primeiro semestre, ocupa o 2º lugar na produção do Estado. A produtividade da laranja é maior com relação à média do Estado (2,0 cx/pé) e Mogi Guaçu produz (2,5 cx/pé) porque aqui se encontra a maior Fazenda de Citros irrigada da América Latina, com dois milhões de pés.

Os estabelecimentos agrícolas são, em geral, de tamanho médio, formados por campos, quase que sem revestimentos arbóreos. Em alguns trechos, há plantações de eucaliptos.

Agricultura: tomate, laranja, cana de açúcar, algodão e outras modalidades.

Indústrias: metalurgia, celulose e papel, alimentos e cerâmica.

O comércio também alcançou independência atraindo consumidores de cidades vizinhas. Depois da Indústria e da Construção Civil, é o setor que mais emprega.

História
O município de Mogi Guaçu é cortado pelo rio que originou seu nome, cujo significado na língua dos primeiros habitantes é "Rio Grande das Cobras". Com a chegada dos bandeirantes, que viajavam rumo ao oeste mineiro e a Goiás, em busca do ouro, a população indígena foi diminuindo e, às margens do rio Moji-Guaçu, foi formado um vilarejo para dar pouso aos desbravadores.

O desenvolvimento econômico começou com a produção de café e após a instalação do ramal ferroviário da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (1875).

Em 9 de abril de 1877 a Freguesia de Conceição do Campo tornou-se Mogi Guaçu. Passou a ser Comarca somente em 30 de Dezembro de 1966.

Com a abolição da escravatura, deu-se início à fase industrial através de imigrantes italianos que instalaram as primeiras cerâmicas. O pioneiro foi o Padre José Armani com sua fábrica de telhas. As cerâmicas ainda fazem parte do cenário empresarial do município.

Hino do Município
O Hino de Mogi Guaçu foi promulgado em 29 de Agosto de 2007 pela Lei 4.385 pelo então prefeito Hélio Miachon Bueno. A data foi escolhida em comemoração aos 130 anos do Município, fundado em 09 de Abril de 1877. Desde então, a letra e a música do hino foram declaradas patrimônio cultural da cidade. A composição da obra foi feita por Ademir Sebastião Bernadi, responsável pela letra, e Wildes Antonio Bruscato, responsável pela melodia. A letra faz menção as cerâmicas - um dos símbolos da cidade-, ao Rio Mogi Guaçu e aos bandeirantes.

Hino do Município de Mogi Guaçu
Letra: Ademir Sebastião Bernardi
Música: Wildes Antônio Bruscato

Despertando pra aurora da vida, Este povo de grande valor Levantou chaminé, que erguida, É a bandeira da raça e labor.

A fumaça desenha no céu, Braço forte desta brava gente, Que recebe a quem aqui chega, Pra plantar uma fértil semente.

Neste nobre berço, Terra sagrada por Bandeirante, O seu povo forma Elos de uma paz gigante.

Rio que corta seu pródigo seio, É a artéria do seu coração. Caudaloso, fecundo desliza, Dando fé a este povo em ação.

Este celebre chão se orgulha De colher cada dia um sucesso. Da estrada de bois, ao asfalto, Há notícia do nosso progresso.

Esta é Mogi Guaçu, Alegre terra e dadivosa. Em seu seio encerra Tradição laboriosa.

 

BANDEIRA DO MUNICÍPIO

 


O uso da Bandeira Municipal foi instituído pela Lei 492 em 22 de Julho de 1966 pelo então prefeito Antônio Giovani Lanzi. A Bandeira Municipal tem as cores amarelo e vermelho com o Brasão ao centro. Cada cor tem seu significado. O vermelho, por exemplo, representa um tipo de argila abundante na região - o taguá, enquanto que o amarelo a riqueza que essa argila trouxe para o município.

 

BRASÃO DO MUNICÍPIO

 

Em 21 de Agosto de 1959, o então prefeito Carlos Franco de Faria promulgou a Lei 243 que instituiu o Brasão de Armas do município. O Brasão remete ao desenvolvimento histórico da cidade.

O Brasão pode ser descrito na sua composição como um escudo redondo português dividido em três partes, alçado por uma coroa mural de prata e no alto de sua porta principal, um escudete ovalado de blão (azul) com uma flor de lis. Ao lado esquerdo do Brasão tem destaque no fundo azul um gibão de bandeirante e no lado direito no fundo goles (vermelho), um forno de olaria de Prata e no terceiro campo sínople (verde) uma faixa de prata ondulante, com um suporte à direita de um ramo de café frutificado e à esquerda um ramo de algodoeiro encapulhado. Em um listel ou moldura de prata no fundo do Brasão escritos em letras de goles (vermelha) a legenda latina "HONOR ET GLÓRIA".

O algodão, o café e o gibão são referentes aos Bandeirantes e o forno de olaria as cerâmicas. As partes verdes do Brasão significam os campos, e a faixa branca sinuosa que corta a parte verde representa o rio Mogi Guaçu.